Difícil era voltar para trás.
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O método a seguir para avançar no caminho do Sul, com os litorais à vista ou não muito distantes, era fazer tentativas, umas após outras. A gente sábia que vivia com o Infante, como o judeu Jaime de Maiorca, aconselhava-o a procerder desse modo. Efectivamente, a cartografia que manuseavam não se compunha de mapas perfeitos, nem os instrumentos náuticos mereciam muita confiança |
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O conhecimento que se tinha do Mundo, pelas Viagens de Marco Polo e Ibn Batuta, acicatava a curiosidade de saber o que existia, de facto, nas lonjuras do mar Tenebroso que ficava para lá do Cabo Bojador. Contudo, durante muito tempo, as dúvidas e os temores tiveram mais força que a coragem dos navegadores. Diziam-se coisas tremendas: que o Oceano era habitado por serpentes; que o Sol queimava as pessoas até as esturrar de negro; que as ondas puxavam os barcos para baixo onde a noite não tinha fim... O problema não era chegar ao Bojador; era passar o cabo e fazer viagem de regresso. Para isso, havia que vencer a calmaria, dominar os ventos e as correntes. Foi esse o feito de Gil Eanes, capitão de uma barca de vela redonda. 1434 Gil Eanes dobra o Cabo Bojador. |
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